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AND THERE'S NO DRIVER AT THE WHEEL


16
Nov16

A história deste post (e dos que se vêm a seguir) tem a sua origem em Março de 2015, com o anúncio da tour Rattle That Lock do David Gilmour, guitarrista dos Pink Floyd.

 

Contexto: os Pink Floyd são uma das bandas preferidas do Pedro e esta notícia significava a oportunidade de irmos a pelo menos um dos concertos. Tendo em conta que a tour não ia passar por Portugal, a preferência foi para a data de Verona, em Itália, a 14 de Setembro do ano passado.

 

(Trata-se de uma viagem feita há mais de um ano mas que na altura, por preguiça e falta de disponibilidade mental, acabei por não criar um registo escrito digno da mesma.)   

 

O que inicialmente começou como uma simples viagem a Verona, com o propósito de ir ao concerto, acabou por rapidamente crescer para a ideia de uma viagem mais longa e com mais paragens. Acabámos por decidir que seriam duas semanas e o itinerário final seria:

 

Verona (12 a 15 de Setembro); Porto Venere (15 a 17 de Setembro); Florença (17 a 20 de Setembro); Siena (20 a 21 de Setembro); Bolsena (21 a 23 de Setembro) e finalmente Roma (23 a 26 de Setembro). 

 

O espaço de tempo entre Março e Setembro daquele ano foi uma contagem decrescente, inversamente proporcional ao sentimento de ansiedade e antecipação. A vontade cada vez maior de pôr os pés em Itália e durante aqueles dias esquecer o trabalho, as obrigações, a vida em Portugal. 

 

Depois de meio ano de espera, finalmente chegou o dia 12 de Setembro (naquele misto contraditório de: "nunca mais chega... passou tão rápido!" ). Partimos no voo da TAP das 06:45 para Milão, Malpensa. Aqui iria juntar-se a nós aquele que seria o nosso fiel companheiro de viagem: um Fiat 500 cinzento. Ainda tenho um carinho especial por aquele carro alugado e sempre que vejo um Fiat 500 não consigo evitar sentir-me saudosa.

 

Os quilómetros percorridos e as horas passadas no "nosso" Fiat foram feitas ao som das radios italianas pois era a única opção que ele oferecia.

Uma música destacou-se mais que as outras porque passava constantemente. Tendo em conta que só percebiamos o básico de italiano, acabavamos por não conseguir saber nem o nome da cantora nem da música. Descobri, já em Portugal, depois de vasculhar os tops radiofónicos, que se tratava de uma rapariga italiana, Francesca Michielin, e que a música se chama "Battito di Ciglia" (ao que parece, algo como "num abrir e fechar de olhos").

A música em si não me diz muito mas quando a ouço transporta-me para aquele carro, pelas estradas e auto-estradas de Itália numa sucessão de dias que trago como alguns dos mais inesquecíveis da minha vida. 

 

 

 

 

 

 

A viagem entre Milão e Verona foi a primeira de muitas. Em Verona ficámos hospedados na Casa San Zeno, dos Salesianos, que funciona como hotel/albergue e como instituição de educação e fica a uma distância de cerca de 20 minutos a pé do centro histórico de Verona. O quarto era espaçoso, confortável; ficámos bem instalados sem gastar muito dinheiro.

 

O primeiro monumento que vimos quando começámos a explorar Verona foi a Basilica di San Zeno Maggiore na Piazza San Zeno. Foi construída em honra do santo padroeiro da cidade. Mesmo ao lado existe um pequeno jardim com restaurantes e geladarias.

 

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 Basilica di San Zeno Maggiore

 

 

 

Continuando o nosso passeio fomos dar ao rio Adige e percorremos uma das suas margens até chegarmos ao Castelvecchio. Este castelo é um belo edifício medieval construído em 1354 com o propósito de proteger a população de Verona na altura e também oferecer a possibilidade de fuga para norte, em direcção à Áustria. 

 

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  Ponte Scaligero e Castelvecchio

 

 

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 Vista a partir da ponte Scaligero

 

 

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Ponte Scaligero

 

 

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Cadeados colocados na ponte com declarações de amor

 

 

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Castelvecchio

 

 

 

Ao lado do Castelvecchio existe o Arco dei Gavi em honra de uma família importante e poderosa de Verona, os Gavi. 

 

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 Arco dei Gavi

 

 

 

 

 

Atravessámos a Porta Borsari que, nos tempos do império romano, quem seguisse pela Via Postumia para entrar na cidade de Verona, tinha de o fazer através desta Porta e nessa altura ela adoptava o nome de Porta Jovia.  

 

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 Porta Borsari

 

 

 

Andando mais um pouco acabámos por chegar à Piazza delle Erbe, uma praça ampla com vários restaurantes e lojas e que no centro tem uma fonte com a figura da Madonna Verona que simboliza a cidade. Nesta Piazza dá para observar as fachadas das Casas Mazzanti com as suas pinturas a fresco, a torre Lamberti (tem 84 metros e é a torre mais alta de Verona), a torre Gardello e o Palazzo Maffei. 

 

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 Piazza delle Erbe e a torre Lamberti à esquerda

 

 

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 Uma das fachadas com pinturas a fresco na parte superior

 

 

 

 

Adjacente à Piazza delle Erbe existe uma outra, a Piazza dei Signori (ou "Piazza Dante" como também é conhecida pois tem uma estátua de Dante no centro). Nesta praça existe o Palazzo della Ragione, Cortile Mercato Vecchio, o Palazzo del Capitano e Palazzo del Governo, Loggia del Consiglio e a Domus Nova.

Esta praça é considerada a mais aristocrática da cidade. De destacar o Palazzo della Ragione com os seus tijolos de cor alaranjada alternados com pedra e que albergou várias instituições políticas e administrativas ao longo dos vários séculos. A torre Lamberti tem este palácio na sua base, crescendo a partir daí em direcção ao céu. As escadas do Pallazo della Ragione têm o nome de Scala della Ragione (Escadaria da Razão) pois davam acesso aos tribunais. 

 

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 Palazzo della Ragione e a torre Lamberti

 

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 "Escadaria da Razão"

 

 

 

 

 

 

Num próximo post vou continuar a falar sobre Verona e sobre o concerto (será que valeu a pena ou será que foi uma desilusão? Fica para a segunda parte). 

 

 

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Rita

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