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AND THERE'S NO DRIVER AT THE WHEEL


 

Primeira parte

 

 

Em Verona existem várias pontes e atravessando uma delas, a Pietra, rapidamente se chega a uma encosta que tem dois pontos de interesse: o Teatro Romano e o Castel San Pietro.

 

O Teatro Romano foi construído no século I a.C. e hoje em dia ainda se conseguem ver as ruínas, principalmente na zona da plateia e parte do palco. Por alturas do Verão são organizados alguns espectáculos aqui e no dia em que lá estivémos estava um palco montado com toda a parafrenália associada. 

 

O percurso entre o Teatro Romano e o Castel San Pietro obriga ao exercício físico porque ainda é uma subida considerável e não vou mentir, já estava a maldizer a minha vida porque nunca mais chegávamos, mas calei-me quando olhei para a cidade a partir dali.   

 

 

P1040725Castel San Pietro no topo rodeado por ciprestes (e uma parte do Teatro Romano mais em baixo)

 

 

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A ponte Pietra vista a partir do Teatro Romano

 

 

P1040732Vista a partir do Teatro Romano

 

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 Vista a partir do Castel San Pietro

 

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Vista a partir do Castel San Pietro

 

 

 

 

Uma das atracções mais famosas de Verona é a casa de Julieta, particularmente a varanda onde supostamente Romeu lhe fez juras de amor eterno. Quem quiser pode fazer uma visita à casa, varanda incluída. Dito isto, é um daqueles sitios que atrai muitas pessoas mas não oferece algo de muito significativo. 

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A varanda

 

No átrio da casa foi colocada uma estátua de Julieta e muitas pessoas tocam na mama direita da mesma porque acreditam que traz sorte no amor. Havia uma fila enorme de pessoas à espera da sua vez e, para se ter uma ideia, essa parte da estátua de tanto ser tocada, já está desfigurada (se quiserem podem ver no vídeo abaixo). 

 

 

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estátua de Julieta

 

 

 

 

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Restaurantes na Piazza Bra

 

A Piazza Bra é a mais ampla de Verona e na entrada existe o Portoni della Bra, com arcos romanos e um grande relógio; o palácio Gran Guardia; o palácio Barbieri, onde funciona a câmara municipal e é aqui também que está a Arena di Verona. É espantoso pensar como aquele anfiteatro sobreviveu estes anos todos e ainda hoje é usado com tanta frequência.

 

Vimos dois ou três "gladiadores" que costumam andar por aqui mas estes dos tempos modernos em vez de entreterem o público a lutar com outros gladiadores ou animais selvagens ganham a vida a tirar fotos com turistas.     

 

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Arena di Verona

 

Uma das coisas que me deixa mais feliz na vida é ouvir música ao vivo. Sabia bem a oportunidade única que era poder ver o David Gilmour, mesmo não conhecendo a fundo a discografia toda a solo e a discografia com os Pink Floyd, mesmo não sendo um dos meus artistas preferidos.

 

Tinha muitas expectativas, afinal trata-se de uma das figuras mais lendárias da música, mas por mais altas que pudessem ser nunca estariam à altura do que ouvi. Quando o som sai daquela guitarra, não é deste mundo. É como se o David fosse ele próprio um instrumento que está a ser usado por algo superior a ele. Quem está a assistir consegue perceber que está a ser testemunha de algo muito, muito especial.

 

Eu adoro o Bruce Springsteen, e o concerto de Gijón foi o concerto que vivi de forma mais intensa até hoje, que me "curou" quando eu mais precisava, mas neste do David Gilmour o sentimento foi de deslumbramento absoluto. 

Foi uma noite inesquecível. Os ecos da "High Hopes", "Money", "Time", "Comfortably Numb" e tantas outras ficaram comigo desde aquela noite e continuam a fazer-me companhia.  

 

 

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Arena di Verona ainda antes do concerto

 

 

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 durante o concerto

 

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zoom no David

 

 

 

 

Verona foi um lugar que me foi conquistando aos poucos, pé ante pé, muito subtilmente. É um sítio que convida a passear, que apetece conhecer e explorar. Não tinha expectativas boas nem más, fui de espírito aberto e gostei muito daqueles dias.  

 

Trouxe muitas memórias, mas algumas das que me ocorrem desde logo são o primeiro impacto com condutores italianos que têm tendência para esquecer que os peões existem mesmo estando nós na passadeira; aquela senhora a tocar violino na rua e a delicadeza com que o fazia, parecia que estava a enfeitiçar quem a ouvia; a trovoada com contornos de fim do mundo numa das noites; os gelados deliciosos de pêssego, côco, straciatella, nutella, menta, chocolate, café, crema; aquele jardim ao pé do Castelvecchio onde as pessoas andavam a molhar os pés numa espécie de lago de pouca profundidade num dia bonito que convidava a isso mesmo; as pizzas, o tortellini, o spaghetti... Podia continuar mas por agora fico por aqui. Até qualquer dia, Verona.

 

 

 

 

 

Próxima paragem: Porto Venere

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2 comentários

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De Joana lindosa a 25.11.2016 às 14:10

Viagem maravilhosa, a que me levaste a fazer agora, Amiga. Transmitiste-me muita vontade de conhecer um destino sem expectativas a não ser em algo externo a ele (no teu caso o concerto e a "cura" que a música permite fazer em nós).
Volto pra ir ctg a Porto Venere.
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De Rita a 25.11.2016 às 16:48

que bom que gostaste Lindosa! ;)
isto tudo está a dar vontade é de voltar ehehe. até ao próximo post ;) *

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Rita

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