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AND THERE'S NO DRIVER AT THE WHEEL


O que torna o acto de viajar um dos maiores prazeres da vida?

 

 

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 aqui

 

 

 

Ver e conhecer outras realidades será a resposta mais óbvia, mas para além disso é mesmo a possibilidade de vestirmos uma versão mais excitante, mais aventureira, mais viva de nós mesmos, diferente daquela a que estamos habituados. 

Durante aquele espaço de tempo a vida tem mais significado, é menos rotineira e cinzenta, queremos aproveitar cada minuto e guardá-lo connosco. 

 

O conhecimento que temos sobre o mundo expande-se, ganha novos contornos. Descobrimos sons, cores, cheiros, sensações que até ali desconhecíamos. Não estamos a ler ou a ver imagens sobre o mundo, estamos a conhecê-lo em primeira mão. Conhecemos pessoas com costumes e línguas diferentes - consoante o nosso destino - que nos podem ensinar algo novo, mesmo que nem o façam deliberadamente.

 

Das viagens que já fiz, e gostava que fossem bem mais, há duas que se destacam: Nova Iorque e Itália. A primeira era um sonho que tinha desde miúda, um lugar que pertencia ao meu imaginário e com o qual sentia uma afinidade difícil de explicar. A segunda foi algo mais espontâneo, uma oportunidade que surgiu uns meses antes e que se concretizou de forma mais rápida e simples.

Agora que terminei o relato das férias em Itália só faltam uns apontamentos finais.

 

O facto de termos feito a viagem de carro permitiu-nos apreciar várias paisagens. Sempre que evitámos a auto-estrada vimos coisas inesperadas nas cidades e localidades mais pequenas. A nossa viagem cobriu cidades, campo, mar e lago. Itália é um país lindíssimo que oferece uma multiplicidade de cenários para todos os gostos.   

 

Cruzámo-nos com muitos mas mesmo muitos turistas em praticamente todos os sítios onde estivemos. Tirando Bolsena e as terras que conhecemos nessa zona, em todos as outras cidades deu para ter uma percepção clara do peso do turismo.

Fomos bem tratados em todo o lado, mas precisamente porque é um país que recebe tanta gente senti muitas vezes que a simpatia não era sempre a mais genuína ou autêntica, que havia ali uma dessensibilização porque chega uma altura em somos "mais um" turista numa imensidão deles. Os sorrisos não eram propriamente falsos, mas havia algo de fabricado em muitos deles. Mais uma vez Bolsena foi a excepção, as pessoas que nos hospedaram não podiam ter sido mais acolhedoras.

 

Sem sombra de dúvida que os turistas que vimos em maior número foram os norte americanos e os asiáticos. Quanto aos primeiros já imaginava que assim fosse, mas em relação aos segundos fiquei surpreendida, não fazia ideia que Itália era um destino tão popular na Ásia.  

 

Outra coisa que reparámos é que quanto mais para sul nos dirigíamos, mais se notava a fuga a certas regras legais. Por exemplo, no início da viagem, em Verona e Porto Venere, nem sequer era preciso pedir factura ou recibo de produtos ou serviços, eram dados naturalmente. A partir de Florença isso já não acontecia, o normal agora era evitarem dar comprovativos. Segundo um amigo meu que actualmente vive em Itália, abaixo de Roma isso é ainda mais notório. 

 

Os peões em Itália, principalmente nas grandes cidades, estão no fundo da cadeia alimentar. É preciso ter muito cuidado nas passadeiras. A maior parte das vezes somos ignorados e os carros avançam mesmo que já estejamos a atravessar. Sem falar que os sinais luminosos não ajudam porque o facto da cor mudar para verde para os peões ao mesmo tempo que muda para verde para os carros que viram à direita torna tudo ainda mais confuso.

 

Vimos muitas referências a Garibaldi em todos os lugares onde estivemos: seja nomes de ruas, monumentos, praças... É uma figura histórica muito relevante em Itália, considerado um dos "pais da pátria", daí a reverência. 

 

Apesar de duas semanas não ser tempo suficiente para conhecer profundamente a cultura de um país sinto que durante esses dias fiz por absorver tudo à minha volta. Os meus olhos prolongaram-se mais tempo que o habitual no que estava a ver, os meus ouvidos tentaram captar todos os sons, tentaram compreender ao máximo tudo o que ouvia em italiano, comi e saboreei o que me apeteceu sem grandes preocupações. Vivi aqueles dias até ao tutano e tudo o que eles tinham para me dar. 

 

 

 

 

Viagem a Itália: Verona, parte I

Viagem a Itália: Verona, parte II

Viagem a Itália: Porto Venere

Viagem a Itália: Cinque Terre

Viagem a Itália: Florença, parte I

Viagem a Itália: Florença, parte II

Viagem a Itália: Florença, parte III

Viagem a Itália: Siena

Viagem a Itália: Bolsena

Viagem a Itália: Roma, parte I

Viagem a Itália: Roma, parte II

 

 

 

Fica ainda aqui um agradecimento à equipa do Sapo pelo destaque.

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9 comentários

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De Rita a 02.02.2017 às 13:48

Sim, muito bonito. Também tenho muita vontade de voltar, agora para fazer o sul :)

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