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THE CAR IS ON FIRE

AND THERE'S NO DRIVER AT THE WHEEL

04
Mar19

O Sol Nasce Sempre

Rita

Entre os anos de 1923 e 1927 as Festas de S. Fermín em Pamplona foram uma paragem obrigatória para Ernest Hemingway e a viagem feita em 1925, com a primeira mulher e um grupo de amigos, viria a inspirar o livro The Sun Also Rises (O Sol Nasce Sempre). 

 

 

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Hemingway (à esquerda) e amigos em Pamplona, 1925

 

 

 

O livro mistura realidade com ficção e conta a história de um grupo de expatriados americanos e ingleses a viver em Paris nos anos 20 e a viagem que fazem até Pamplona para assistir às corridas de touros. No centro da trama está a história de um amor impossível entre Jake Barnes, o protagonista, e Lady Brett Ashley.  

 

 

À semelhança de Jack, Hemingway também viveu em Paris depois da I Guerra Mundial, era um grande apaixonado pelas touradas e faziam parte do seu círculo de amigos outros escritores e artistas que emigraram para aquela cidade em busca de uma vida boémia e do convívio com os seus pares intelectuais.

 

 

 

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Esta geração que atingiu a maturidade durante, ou logo após, a I Guerra Mundial viria a ser apelidada por Gertrude Stein como a geração perdida. "Perdida" não no sentido de desaparecida, mas sim de desorientada, sem direção. 

 

A experiência da guerra tinha deixado marcas muito profundas e este período ficou marcado pela idealização do passado, uma forte descrença nas estruturas religiosas, sociais e políticas e a desilusão com o «sonho americano». Criticava-se a intolerância e o materialismo que se viviam nos Estados Unidos e a sociedade era vista como corrupta e falsa.

 

O livro não me prendeu inicialmente, andei a mastigar a primeira parte muito lentamente. Comecei a interessar-me mais pela história quando Paris sai de cena e começa a viagem até Pamplona, com uma passagem por Bayonne.  

 

O enredo vive muito de omissões, de coisas que não são ditas e deixadas para serem completadas pelo leitor tendo em conta aquilo que já conhece das personagens. Hemingway acreditava que essas omissões fortaleciam a história e que se o escritor souber usá-las, o leitor vai conseguir sentir o que não é dito tal e qual como se estivesse escrito. 

 

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